Métodos contraceptivos em mulheres com doenças cardíacas


Com o constante aumento de portadoras de doenças cardiovasculares congênitas ou adquiridas em idade fértil e com vida sexual ativa que se expõem aos riscos de uma gravidez indesejada e de alto risco, necessitam de uma assistência multidisciplinar (cardiologista/obstetra/psicólogo) para orientação em relação aos riscos materno/fetais de uma possível gestação e planejamento na escolha de diversos métodos de contracepção, com análise cuidadosa das taxas de falhas, efeitos adversos e riscos.
Para as pacientes com cardiopatias os métodos mais eficazes e mais seguros são os dispositivos intrauterinos.
Os métodos hormonais com estrogênio aumentam os riscos de trombose e devem ser evitados nestas pacientes.
Os métodos de barreira não devem ser considerados sozinhos devido às altas taxas de falhas em um ano.
A utilização do condon pelo parceiro deve ser estimulada para prevenção de doenças sexualmente transmissíveis, mas associado a outro método de anticoncepção mais eficaz. Os métodos de esterilização definitivos devem ser considerados para as pacientes em que a gravidez está formalmente contraindicada.
O planejamento familiar da mulher cardiopata apresenta três aspectos fundamentais: fatores intrínsecos do casal, fatores relacionados à cardiopatia e os referentes aos contraceptivos.
Fatores intrínsecos do casal – Incluem idade, paridade, número de filhos vivos, modo de vida e estado psiquico. A tendência é reduzir a prole das pacientes cardiopatas em função da pior qualidade de vida e menor sobrevida destas mulheres.
Fatores relacionados à cardiopatia – Devem ser considerados o diagnóstico anatomofuncional e a fase clínica da história natural da cardiopatia, além da terapêutica essencial utilizada pela mãe. 

FALE CONOSCO

Entraremos em contato o mais breve possível.

Enviando

©2018 Desenvolvido por Agente 2741

Fazer login com suas credenciais

Esqueceu sua senha?